Camila Pitanga revela como seu pai se reinventou ao abraçar a paternidade solo após o divórcio

Na década de 1980, após o término de seu casamento, o renomado Antônio Pitanga se tornou um precursor ao optar por criar seus filhos, os atores Rocco e Camila Pitanga, como pai solteiro. Naquela época, os jovens ainda eram crianças e ficaram sob sua total responsabilidade, levando-o a equilibrar sua carreira com as demandas diárias da paternidade.

Antônio se separou da atriz e bailarina Vera Manhães em 1986. Com a guarda dos filhos em suas mãos, ele não hesitou em levá-los a todos os lugares, incluindo os bastidores de gravações e peças teatrais onde atuava.

Em uma entrevista ao jornal O Globo, o ator compartilhou detalhes sobre a dinâmica familiar: “Tornei-me ‘pãe’ muito cedo. Quando Camila e Rocco vieram morar comigo, começamos a nos educar juntos. Camila tinha apenas 8 anos e Rocco, 5. Nossa vivência era que onde eu ia, eles iam também”, contou.

Aonde eu estava, eles estavam. Seja no teatro, nas gravações ou jogando bola, sempre estavam ao meu lado. Sem imposições ou exigências, eles decidiram seguir as carreiras artísticas. Para mim, isso é um grande presente”, acrescentou Antônio Pitanga.

A transformação necessária na paternidade solo

<pPara Antônio Pitanga, assumir a responsabilidade pela criação dos filhos demandou uma profunda mudança interna. “Para criá-los adequadamente, precisei me desarmar. Tive que me desvincular dos padrões machistas e deixar de lado qualquer pretensão de ser o dono da verdade, estabelecendo uma relação fundamentada no amor”, afirmou o ator.

No entanto, ele destacou que esse cuidado diário com as crianças não diminuiu a relevância da mãe na vida deles: “Nunca tive a intenção de substituir a mãe. O espaço dela sempre foi respeitado; por isso o amor que Camila e Rocco nutrem por ela é puro e lindo”, explicou.

Ninguém ali estava competindo ou condenando a separação. O processo aconteceu de forma tão bela que cheguei a me questionar quem realmente criou quem”, concluiu Antônio Pitanga.

Motivos do divórcio entre Antônio Pitanga e Vera Manhães

A separação entre Antônio Pitanga e Vera Manhães ocorreu em 1986 após dez anos de casamento. O fim da relação foi marcado por dificuldades relacionadas à saúde mental da atriz, que mais tarde recebeu o diagnóstico de transtorno de personalidade paranoide.

No ano de 2025, Camila Pitanga, filha mais velha do ex-casal, expressou suas emoções sobre a relação com sua mãe: “Sempre considerei minha mãe como uma irmã mais velha para mim. […] Agora estou vivendo um momento pleno de afeto e conexão. Embora já houvesse carinho antes, minha mãe está mais aberta para receber amor e eu também estou disposta a dar mais,” disse a atriz em uma conversa com a revista Quem.

A trajetória profissional de Vera Manhães

A carreira de Vera Manhães na televisão brasileira se destacou entre as décadas de 1970 e 1980. Reconhecida por sua presença vibrante no palco, ela participou de várias produções notáveis tanto na TV Globo quanto na TV Tupi, integrando o elenco de novelas como O Cafona (1971), O Bofe (1972), Marron Glacé (1979) e Roque Santeiro (1985).

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